Marinho revelou ao podcast "Resenha do Leão 1899" que recusou proposta de R$ 30 milhões em 3 anos do Bahia, rival do Vitória, dizendo que não troca o clube por dinheiro nenhum.
Enquanto o torcedor colossal ainda sente o aperto do jejum de gols do Leão na Série A, Marinho lembrou por que a camisa rubro-negra pesa mais que qualquer proposta. Em entrevista ao podcast “Resenha do Leão 1899”, o atacante revelou que recusou uma oferta de R$ 30 milhões do Bahia, o maior rival, e reafirmou que dinheiro nenhum troca o que ele construiu no Vitória.
“O único lugar que eu não jogo é no rival”
A proposta que Marinho recusou
Segundo apuração da nossa redação, a partir da entrevista dada ao podcast “Resenha do Leão 1899”, Marinho contou os detalhes de uma proposta do Bahia que classificou como “surreal”: “A proposta que eu tive do outro lado foi surreal. Era papo de três anos, R$ 30 milhões no bolso”. O valor envolvia salário, luvas de contratação e outras compensações somadas ao longo do contrato.
| Item | O que a proposta envolvia |
|---|---|
| Clube proponente | Bahia (rival direto do Vitória no Ba-Vi) |
| Duração do contrato | 3 anos |
| Valor total revelado | R$ 30 milhões (salário + luvas + outras compensações) |
| Média por ano | ≈ R$ 10 milhões/ano |
| Clube de Marinho na época | Flamengo (proposta feita em 2023, segundo relato anterior do jogador) |
O valor exato só veio à tona nesta entrevista mais recente. Em relato anterior ao Bahia Notícias, já em 2026, Marinho havia confirmado a existência da proposta sem citar a cifra: “Existiu o contrato… o que construí no Vitória eu não queria apagar”, disse na ocasião, reforçando que “não era pelo dinheiro” e que “jamais trocaria isso por dinheiro”.
“O único lugar que eu não jogo é no rival”
A frase que resume a posição do atacante veio na sequência da entrevista: “o único lugar que eu não jogo é no rival, por tudo que eu construí aqui, e eu não troco isso por dinheiro nenhum”. Marinho também falou sobre encarar o fim da carreira como torcedor do próprio clube, mantendo a ligação emocional com o Vitória para além dos anos como jogador.
Já jogou contra vários rivais, só não no Bahia
Marinho fez questão de contextualizar que recusar o Bahia não é regra de carreira, é exceção deliberada. Ele já vestiu as camisas de clubes com clássicos regionais tradicionais: Grêmio (rival do Internacional), Ceará e Fortaleza (rivais entre si no Ceará), Fluminense e Flamengo (rivais no Rio). Chegou ao Vitória pela primeira vez em 2016, quando foi artilheiro da Copa do Brasil daquela temporada com 21 gols na competição, antes de se transferir para a China. Depois passou por Grêmio, Santos (vice-campeão da Libertadores de 2020, ano em que foi eleito Rei da América), Flamengo (campeão da Libertadores) e Fortaleza, até retornar ao Vitória em 27 de janeiro de 2026, dez anos depois da primeira passagem.
O que isso significa para o torcedor colossal
Não é só uma declaração de carinho, é um gesto que custou dinheiro de verdade e que Marinho fez questão de tornar público justamente agora. O Leão vive um momento ofensivo apertado na Série A (2º pior ataque do Brasileirão, com 4 jogos seguidos sem marcar) e falas como essa reforçam o que o Barradão pede do elenco: entrega além do contrato, o tipo de identificação que não se compra com proposta nenhuma, nem do rival.
Por que recusar o Bahia pesa mais
O Ba-Vi é o clássico mais antigo e mais disputado do futebol baiano, e trocar de lado nele carrega um peso simbólico que outros clássicos do país não têm da mesma forma para quem já é ídolo de um dos dois lados. Marinho não é o primeiro jogador a lidar com esse dilema no Vitória, mas é o primeiro a detalhar publicamente o valor da proposta que recusou. A fala reforça a narrativa que o próprio jogador já vinha construindo desde o retorno: o gol e a camisa do Vitória pesam mais que estatística para ele.
Perguntas frequentes
Quanto Marinho recusou do Bahia?
Em entrevista ao podcast “Resenha do Leão 1899”, o atacante revelou que a proposta do Bahia envolvia cerca de R$ 30 milhões distribuídos ao longo de um contrato de três anos, somando salário, luvas e outras compensações. Em suas palavras: “A proposta que eu tive do outro lado foi surreal. Era papo de três anos, R$ 30 milhões no bolso”.
Quando o Bahia fez essa proposta a Marinho?
Segundo apuração da nossa redação, cruzando a entrevista mais recente com relato anterior do próprio jogador ao Bahia Notícias, a proposta chegou em 2023, quando Marinho ainda defendia o Flamengo, antes de sua passagem pelo Fortaleza e do retorno ao Vitória em 2026.
Por que Marinho não aceita jogar pelo Bahia?
Ele já defendeu clubes com rivalidades regionais fortes ao longo da carreira, como Grêmio, Internacional, Ceará, Fortaleza, Fluminense e Flamengo, mas trata o Bahia como exceção. A frase que resume o motivo: “o único lugar que eu não jogo é no rival, por tudo que eu construí aqui, e eu não troco isso por dinheiro nenhum”.
Quando Marinho voltou ao Vitória?
O retorno foi oficializado em 27 de janeiro de 2026, dez anos depois de sua primeira passagem pelo clube, iniciada em 2016, quando foi artilheiro da Copa do Brasil daquela temporada com a camisa rubro-negra.
Marinho já jogou por outros clubes rivais entre si?
Sim. Na carreira, ele vestiu as camisas de Grêmio, Santos, Flamengo e Fortaleza, entre outros, clubes que têm clássicos regionais tradicionais com adversários históricos. O caso do Bahia é tratado por ele como diferente por causa da ligação pessoal com o Vitória.
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