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Vitória perde jogadora do Feminino: dívida de R$ 500 na Justiça

Vitória perde jogadora do Feminino: dívida de R$ 500 na Justiça

O Vitória perdeu a meio-campista Kamila Santos Lima na Justiça do Trabalho após atraso de R$ 498,70 no FGTS. Entenda a decisão do TRT e o que muda para o Feminino.

O Vitória perdeu na Justiça do Trabalho a meio-campista Kamila Santos Lima, ex-capitã do time Feminino, após deixar de recolher o FGTS da atleta desde o início do contrato, em fevereiro de 2026. A dívida era de apenas R$ 498,70, mas bastou para o Tribunal Regional do Trabalho conceder liminar que rescinde o vínculo e libera a jogadora para assinar com outro clube.

Bastidores • Feminino
Vitória perde jogadora por dívida de R$ 498,70
Liminar do TRT declara rescisão indireta e libera Kamila Santos Lima para outro clube

O que aconteceu

De acordo com a apuração da nossa redação, o Vitória não fez os depósitos de FGTS de Kamila Santos Lima desde fevereiro de 2026, início do contrato da atleta com o clube. A dívida somava R$ 498,70, valor inferior a R$ 500. A jogadora primeiro pediu rescisão indireta na 1ª instância da Justiça do Trabalho e teve o pedido negado. Recorreu então por Mandado de Segurança e obteve liminar favorável, em decisão do desembargador Luiz Carlos Gomes Carneiro Filho, publicada em 3 de agosto de 2026.

Item do caso O que ficou definido
Motivo Atraso no FGTS desde o início do contrato (fevereiro/2026)
Valor da dívida R$ 498,70
1ª instância Negou o pedido de rescisão indireta
Recurso Mandado de Segurança no Tribunal Regional do Trabalho
Decisão (03/08/2026) Rescisão indireta declarada + vínculo liberado + ofício à CBF
Salário registrado R$ 1.621,00 (defesa alega total de R$ 4.065,00 com auxílio-moradia)

Os argumentos das duas partes

O Vitória sustentou, segundo apuração da nossa redação, que o não recolhimento do FGTS não gera prejuízo financeiro imediato para a atleta, já que o valor só pode ser sacado ao fim do vínculo, e negou a existência de pagamentos “fora da folha”. O clube também alegou dificuldades financeiras pontuais, já sanadas. Já a defesa de Kamila rebateu que o Vitória nunca apresentou proposta reparatória e que a jogadora seguiu cumprindo suas obrigações no time enquanto aguardava a regularização da pendência.

Como costuma seguir uma liminar como essa

A decisão que libera Kamila Santos Lima tem natureza de liminar, concedida em Mandado de Segurança. De forma geral, um caso assim, na Justiça do Trabalho, segue etapas parecidas com estas a partir daqui:

  1. A liminar já produz efeito imediato: o vínculo desportivo fica liberado e a jogadora pode negociar com outro clube mesmo antes do fim do processo.
  2. O Vitória pode apresentar recurso contra a decisão, pedindo a suspensão dos efeitos da liminar.
  3. O caso segue tramitando até uma decisão de mérito, que pode confirmar, ampliar ou reverter o que foi concedido na liminar, incluindo os valores de FGTS, aviso prévio e multas cobrados pela defesa da atleta.

O momento do Vitória Feminino

O caso chega em meio a um momento difícil do time Feminino também dentro de campo: o Leão está na vice-lanterna do Campeonato Brasileiro do Campeonato Brasileiro Feminino e vem de resultados negativos, mesmo com atuações recentes tentando sair do Z-2 no returno da competição. A saída de uma jogadora com passagem como capitã do elenco é mais um desafio de bastidores para a diretoria em uma temporada já marcada pela briga contra o rebaixamento no torneio nacional, disputado em pontos corridos entre as principais equipes femininas do país.

O que isso muda para a jogadora

Com o vínculo desportivo liberado e o ofício encaminhado à CBF, Kamila Santos Lima fica livre para negociar e assinar com outro clube sem necessidade de acerto rescisório com o Vitória. Novos desdobramentos, como eventual acordo entre as partes ou recurso do clube, serão acompanhados pela nossa redação.

Sem relação com o time profissional

O processo é exclusivo do elenco Feminino e não tem qualquer relação com a situação do time profissional masculino, que entra em campo ainda hoje (09/08), às 19h30, contra o Flamengo, no Maracanã, pela 22ª rodada do Brasileirão.

Perguntas frequentes

Por que o Vitória perdeu a jogadora Kamila Santos Lima na Justiça?

Segundo apuração da nossa redação, o clube deixou de recolher o FGTS da meio-campista, ex-capitã do time Feminino, desde o início do contrato, em fevereiro de 2026. A dívida chegou a apenas R$ 498,70, mas foi suficiente para justificar a rescisão indireta na visão da Justiça do Trabalho.

O que a Justiça decidiu?

A 1ª instância havia negado o pedido de rescisão indireta da atleta. Ela recorreu por Mandado de Segurança e obteve liminar favorável no Tribunal Regional do Trabalho, em decisão de 3 de agosto de 2026: rescisão indireta declarada, vínculo desportivo liberado e ofício expedido à CBF para viabilizar a transferência da jogadora a outro clube.

O que o Vitória alegou na defesa?

O clube argumentou que o atraso no FGTS não causa prejuízo financeiro imediato, já que o saque só ocorre ao fim do contrato, negou pagamentos “fora da folha” e alegou dificuldades financeiras pontuais já regularizadas.

Quanto a jogadora recebia no Vitória?

O salário registrado era de R$ 1.621,00. A defesa da atleta alega remuneração total de R$ 4.065,00 mensais, somando auxílio-moradia.

O caso tem relação com o time profissional masculino?

Não. O processo trata exclusivamente do elenco Feminino do Vitória e não tem qualquer relação com o time profissional masculino, que entra em campo hoje (09/08) contra o Flamengo pelo Brasileirão.

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Redação Leão da Barra
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Redação Leão da Barra é responsável pela cobertura editorial do Leão da Barra. Especialidade: futebol brasileiro, Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil, escalações confirmadas, transmissões ao vivo, pré-jogo e pós-jogo, multi-modalidades esportivas (NBA, F1, MMA, vôlei). Escreve para torcedor brasileiro adulto, multi-clube, busca informação útil rápida (ondê passa, que horas, escalação). Linha editorial: jornalismo esportivo direto, foco em utilidade prática pro torcedor (onde assistir, horário, escalação confirmada), sem fanatismo nem opinião disfarçada de notícia. Toda publicação passa por verificação cruzada em fontes oficiais primárias antes de ser publicada (ver Critérios Editoriais).

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