Esporte Clube Vitória

Vitória descarta Adidas e aposta em marca própria; veja o que muda

Vitória descarta Adidas e aposta em marca própria; veja o que muda

Fábio Mota negou acordo com Adidas e confirmou reunião com a Volt para 15 de junho. O Vitória caminha para uma marca própria de uniformes considerada mais rentável pelo clube.

O Esporte Clube Vitória não vai assinar com a Adidas. O presidente Fábio Mota foi direto ao desmentir os rumores que circulavam após o pentacampeonato da Copa do Nordeste 2026: nenhum acordo foi fechado com a multinacional alemã e o clube segue sua própria direção, caminhando para uma marca própria que o dirigente considera mais rentável. A movimentação ganha um capítulo decisivo em 15 de junho de 2026, quando o clube tem reunião marcada com a fornecedora atual, a Volt Sport.

Fornecedora atual
Volt Sport
Parceira desde abril de 2022 · Contrato vigente até 2027 · Reunião decisiva em 15/06/2026

Fábio Mota descarta Adidas: “vivemos uma realidade diferente”

Quando o nome da Adidas começou a ser ventilado nas redes sociais como eventual substituta da Volt Sport, a diretoria do Vitória tratou de encerrar a especulação. Conforme apuração de nossa redação, Fábio Mota negou categoricamente qualquer acordo com a empresa alemã. A explicação do dirigente vai além de uma mera negativa: para ele, o prestígio associado ao logo de uma fornecedora multinacional pouco acrescenta para a realidade financeira e estratégica do clube baiano neste momento.

A lógica apresentada é objetiva: o torcedor rubro-negro compra a camisa pelo escudo do Esporte Clube Vitória, não pela etiqueta costurada na gola. Se uma marca própria pode entregar margem de lucro superior ao clube, o apelo de um nome famoso no mercado esportivo perde peso na equação.

Por que a marca própria pode ser mais rentável para o clube

Em contratos com grandes fornecedoras, o clube cede parte das receitas de produtos. No modelo de marca própria, a cadeia é outra: o clube define o design, contrata um parceiro de manufatura e comercializa os produtos retendo uma fatia maior da margem. Não há repasse de percentual de royalties para uma multinacional.

O Vitória não começaria do zero nesse caminho. O clube já detém a marca “Negô”, registrada e mantida nos contratos com a Volt Sport. Uma eventual linha própria poderia usar essa identidade como ponto de partida, unindo a tradição do nome ao modelo de negócio mais autônomo.

Aspecto Volt Sport (atual) Marca própria (projetada)
Margem de receita ao clube 15% das vendas Maior parcela (sem repasse externo)
Controle de design e coleção Compartilhado com fornecedora Total (clube decide tudo)
Reconhecimento da etiqueta Volt Sport (marca regional) “Negô” ou nova marca exclusiva Vitória
Risco operacional Depende da fábrica da Volt (Joinville-SC) Depende do parceiro de manufatura escolhido
Situação hoje (jun/2026) Contrato até 2027; entrega com falhas Em avaliação; decisão após 15/06

Volt Sport: contrato favorável, mas entrega falhou

O vínculo com a Volt Sport é, no papel, vantajoso para o clube. O repasse de 15% das receitas de produtos ao Vitória é uma condição considerada favorável dentro do mercado de fornecimento esportivo para clubes fora do eixo Sul-Sudeste. A Volt fabrica em Joinville (SC) e assumiu o posto deixado pela Bomache em abril de 2022.

O problema, porém, não está nos números do contrato, mas na execução. Conforme verificado por nossa redação, as lojas que comercializam produtos do Vitória enfrentaram prateleiras com estoque vazio e reposição irregular, o que prejudicou a receita do clube e a experiência do torcedor que queria comprar itens com o escudo rubro-negro. São essas falhas operacionais que motivam a reunião agendada para o dia 15.

Reunião em 15 de junho: o que pode sair dali

Nossa redação apurou que a conversa entre o Vitória e a Volt Sport no dia 15 de junho de 2026 tem caráter decisivo. Três desfechos são possíveis: renegociação das condições de fornecimento com ajuste nos prazos de reposição; rescisão amigável do contrato antes do vencimento em 2027; ou definição de um cronograma para transição gradual ao modelo de marca própria. O clube não confirmou publicamente qual cenário prefere até o fechamento desta apuração.

O que muda, na prática, para o torcedor

No curto prazo, nada muda. Enquanto o clube não formaliza uma decisão após a reunião de 15 de junho, a camisa usada pelos jogadores e à venda nas lojas continua sendo da Volt Sport. Qualquer mudança de fornecedora, lançamento de coleção própria ou parceria alternativa será comunicada oficialmente pelo clube.

O impacto mais direto que o torcedor já sente é a falta de produto nas prateleiras. Com o pentacampeonato da Copa do Nordeste recém-conquistado, a demanda por itens rubro-negros subiu, e a dificuldade de reposição da Volt deixou parte desse mercado sem atendimento adequado. Esse é, precisamente, o ponto que o Vitória quer resolver na reunião de 15/06.

Perguntas frequentes

O Vitória fechou acordo com a Adidas?

Não. O presidente Fábio Mota negou qualquer acordo fechado com a Adidas. Conforme nossa redação apurou em 11 de junho de 2026, o dirigente afirmou que o clube caminha para uma marca própria, que considera mais rentável do que firmar contrato com uma grande fornecedora.

O que é uma marca própria no futebol?

Significa que o clube produz e comercializa as próprias camisas e produtos sob uma etiqueta exclusiva, sem depender de empresa fornecedora externa. O clube passa a controlar design, produção, preço e margem de lucro. O Vitória já possui a marca registrada “Negô”, que era mantida nos contratos anteriores e poderia ser a base de uma linha própria.

Qual é a situação atual com a Volt Sport?

O contrato com a Volt Sport vai até 2027 e inclui repasse de 15% das receitas de produtos para o clube. No entanto, conforme apuração de nossa redação, o fornecimento apresentou falhas: as prateleiras das lojas do Vitória ficaram com estoque vazio e a reposição dos produtos ficou aquém do esperado. O clube agendou uma reunião definitiva com a Volt para 15 de junho de 2026.

Quando sai a nova camisa do Vitória?

Ainda não há data confirmada para mudança. Enquanto o clube não formaliza nenhuma alteração de fornecedora ou lançamento de marca própria, a camisa usada pelos jogadores e vendida nas lojas continua sendo fornecida pela Volt Sport. A reunião de 15 de junho deve dar mais clareza sobre o cronograma.

Por que o Vitória prefere marca própria a assinar com Adidas ou Puma?

De acordo com nossa apuração, a posição do presidente Fábio Mota é que o prestígio do nome de uma grande fornecedora não compensa financeiramente para a realidade atual do clube. Com marca própria, toda a margem de lucro fica para o Vitória, sem partilhar receita com um fabricante externo. O argumento é que o torcedor rubro-negro compra a camisa pelo escudo, não pela etiqueta da fornecedora.

Redação Leão da Barra
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Redação Leão da Barra é responsável pela cobertura editorial do Leão da Barra. Especialidade: futebol brasileiro, Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil, escalações confirmadas, transmissões ao vivo, pré-jogo e pós-jogo, multi-modalidades esportivas (NBA, F1, MMA, vôlei). Escreve para torcedor brasileiro adulto, multi-clube, busca informação útil rápida (ondê passa, que horas, escalação). Linha editorial: jornalismo esportivo direto, foco em utilidade prática pro torcedor (onde assistir, horário, escalação confirmada), sem fanatismo nem opinião disfarçada de notícia. Toda publicação passa por verificação cruzada em fontes oficiais primárias antes de ser publicada (ver Critérios Editoriais).

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