Bahia, Palmeiras e Corinthians também queriam Renê, mas o Vitória usou cláusula contratual e fechou por 1 milhão de euros. Veja os bastidores do negócio.
O anúncio foi simples: o Esporte Clube Vitória havia contratado Renê Sousa em definitivo. Por trás do comunicado, porém, havia uma disputa que poucos torcedores sabem: Bahia, Palmeiras e Corinthians também queriam o atacante. Nossa redação apurou como o clube rubro-negro navegou essa concorrência e garantiu a permanência do artilheiro usando o próprio contrato como arma.
Os clubes que queriam Renê antes do Vitória fechar
A boa fase de Renê no elenco rubro-negro de 2026 nao passou despercebida pelo mercado. Segundo apuração de nossa redação com base em informações do jornalista Jorge Nicola, ao menos três clubes de expressão no futebol nacional demonstraram interesse no atacante durante o período de empréstimo: Bahia, Palmeiras e Corinthians.
O Corinthians chegou mais perto. O Timão queria levar Renê por empréstimo, mas esbarrou em uma condição da Portuguesa de Desportos: o pagamento de uma taxa de cessão pelo atleta. O clube paulista mantinha, naquele período, uma política interna de nao arcar com taxas de empréstimo, e a negociação nao avançou.
O Palmeiras também tentou fechar acordo com a Portuguesa pelo atacante, mas o Vitória se antecipou e exerceu sua opção de compra antes que os paulistas chegassem a um estágio mais avançado de negociação. O Bahia igualmente demonstrou interesse, embora sem proposta formal que mudasse o cenário a favor do rival estadual.
| Clube | Interesse | Desfecho |
|---|---|---|
| Corinthians | Empréstimo | Nao fechou: Portuguesa exigia taxa fora da política do clube |
| Palmeiras | Contratação | Vitória exerceu opção antes que negociação avançasse |
| Bahia | Interesse sinalizado | Nao chegou a proposta formal avançada |
| Vitória | Opção contratual de compra | Exercida por 1 milhao de euros (50% dos direitos) |
A clausula que garantiu o negócio: 72 horas e 1 milhao de euros
O que protegeu o Vitória nesse processo nao foi apenas velocidade de decisão: foi a estrutura do contrato original de empréstimo. O diretor de futebol rubro-negro, Sérgio Papellin, explicou o mecanismo: se a Portuguesa receber uma proposta de 10 milhões de euros ou mais por Renê, o Vitória tem 72 horas para exercer o direito de compra pelo valor fixo de 1 milhão de euros.
Em termos práticos, isso significa que mesmo uma oferta estrangeira muito acima do valor do contrato nao retiraria o atacante do Vitória, desde que o clube baiano quisesse e tivesse condições de exercer a preferência. A cláusula funciona como uma trava: enquanto outros clubes circulavam, o Leão tinha a chave da negociação no próprio contrato.
O valor que fez a diferença
O Vitória pagou 1 milhão de euros (cerca de R$6,4 milhões) por 50% dos direitos econômicos de Renê. Além disso, o clube havia desembolsado R$700 mil pela cessão do empréstimo, totalizando um investimento aproximado de R$7,1 milhões. Em um mercado onde atacantes com produção similar custam valores maiores, o preço foi considerado vantajoso pelos dirigentes rubro-negros.
Os números que acenderam o interesse do mercado
Para entender por que Bahia, Palmeiras e Corinthians queriam o atacante, basta olhar para o que ele fez em Salvador. Em 15 partidas pelo Vitória antes de o acerto definitivo ser formalizado, Renê marcou 9 gols e deu 1 assistência. A média superior a um gol por jogo chamou a atenção de diretores que acompanham de perto o mercado da Série A.
O desempenho foi ainda mais relevante considerando que o Vitória disputou a temporada 2026 com 40 partidas disputadas, com passagem pela Copa do Nordeste, Brasileirao, Copa do Brasil e Baianao. Ter um atacante eficiente e disponível em todas as competições em 2026 foi um trunfo que o clube decidiu preservar a qualquer custo razoável.
O que a contratacao representa para o futuro
Com Renê contratado em definitivo, o Vitória nao precisa mais renegociar com a Portuguesa a cada janela de transferências. O atacante está no plantel para o segundo semestre, que inclui o Brasileirao Serie A, a Copa do Brasil (oitavas de final contra o Athletico-PR em agosto) e a potencial disputa por vaga na Libertadores.
Os 50% dos direitos econômicos nas mãos do Vitória também têm valor patrimonial: em uma eventual transferência futura, o clube baiano recebe metade do valor da operação. Para um clube em processo de fortalecimento financeiro e recém pentacampeão da Copa do Nordeste 2026, esse tipo de ativo no elenco tem peso duplo: esportivo e de mercado.
A Portuguesa de Desportos, por sua vez, mantém os outros 50% e o direito de preferência em uma possível venda. Para o clube paulista, é uma proteção em caso de valorização futura do atleta, que hoje está em uma das maiores vitrines do futebol nacional.
Perguntas frequentes
Por que o Corinthians nao contratou Renê?
Conforme apuração de nossa redação, o Corinthians tentou levar Renê por empréstimo, mas a Portuguesa de Desportos exigia o pagamento de uma taxa de cessão. O clube paulista mantinha a política de nao pagar por empréstimos naquele período, e as negociações nao avançaram. O Vitória, que já tinha o jogador em seu elenco, exerceu a opção de compra.
Quanto o Vitória pagou pela contratação definitiva de Renê?
O Esporte Clube Vitória desembolsou 1 milhão de euros, aproximadamente R$6,4 milhões, para adquirir 50% dos direitos econômicos de Renê Sousa. A Portuguesa de Desportos retém os outros 50%. O clube rubro-negro também havia pago R$700 mil pela cessão do empréstimo que trouxe o atacante para Salvador.
O Vitória pode perder Renê para outro clube no futuro?
O Vitória tem uma garantia contratual importante: se a Portuguesa receber uma proposta de 10 milhões de euros ou mais por Renê, o clube baiano tem 72 horas para exercer o direito de compra pelo valor de 1 milhão de euros, de acordo com o diretor de futebol Sérgio Papellin. Isso impede que uma oferta surpresa de clube estrangeiro retire o atacante do Vitória contra a vontade do clube.
Qual foi o desempenho de Renê antes da contratacao definitiva?
Em 15 partidas pelo Esporte Clube Vitória antes do acerto definitivo, Renê Sousa marcou 9 gols e deu 1 assistência. O rendimento do atacante de 22 anos chamou a atenção de outros clubes da Série A, incluindo Bahia, Palmeiras e Corinthians, que manifestaram interesse no jogador durante o período de empréstimo.
Quem é Renê e de onde ele veio?
Renê Sousa é um atacante de 22 anos que foi formado e pertencia à Portuguesa de Desportos (SP). Chegou ao Esporte Clube Vitória por empréstimo e rapidamente se destacou pelo volume de gols, tornando-se peça importante no ataque rubro-negro ao longo do primeiro semestre de 2026.
Por que o Vitória precisava garantir a compra de Renê?
Com múltiplos clubes de grande porte demonstrando interesse e a possibilidade real de perder o jogador ao final do empréstimo, o Vitória agiu para exercer a opção de compra antes que as conversas com outros clubes avançassem. A decisão garantiu a permanência de um artilheiro produtivo e evitou ter de repor um atacante no mercado, onde os valores costumam ser mais elevados.