Fábio Mota revela como tirou a base do Vitória da falência para criar uma estrutura moderna com 11 captadores no Brasil e novo estádio. Confira os detalhes!
Presidente do Vitória Detalhada Reconstrução Milionária da Base no Barradão: de Cenário Crítico a Potência Nacional
O torcedor do Esporte Clube Vitória ainda digere a frustração recente dentro de campo. Nos bastidores, porém, o clube vive um processo profundo e estratégico de reconstrução. Em entrevista exclusiva à TV Vitória, o presidente Fábio Mota abriu o jogo sobre o cenário crítico que herdou em 2021 e detalhou como a base rubro-negra está sendo transformada em uma potência nacional novamente.
Herança de 2021: o que Fábio Mota encontrou
Ao assumir o clube em outubro de 2021, Mota encontrou um cenário que beirava o amadorismo forçado pela crise financeira. O Vitória, historicamente uma fábrica de talentos, não tinha sequer o básico para operar no dia a dia.
“A base estava completamente destroçada. Tínhamos atletas sem receber bolsa auxílio, dificuldade de alimentação e não tínhamos sequer bola para treinar. O Vitória não tinha nem o título de clube formador porque a vigilância e os bombeiros não davam alvará para a cozinha e o alojamento”, revelou o dirigente.
A estrutura estava destruída. Não havia credibilidade junto aos órgãos reguladores.
Números da profissionalização: quanto custou a reconstrução
Para recuperar o prestígio e proteger os jovens talentos de empresários predadores, o Vitória profissionalizou todos os setores. A reconstrução não ficou apenas no discurso. Os custos mensais revelam o investimento real:
- Alimentação: R$ 300 mil por mês (aproximadamente R$ 4 milhões ao ano)
- Suplementação: R$ 26 mil mensais em padrão profissional
- Saúde Integral: Equipe exclusiva com psicólogos, assistentes sociais e nutricionistas para cada categoria
- Infraestrutura: Academia reformulada com equipamentos de última geração
Essa estrutura permite que o clube acompanhe o desenvolvimento integral dos jovens atletas.
Estratégia de captação: a expansão de 2 para 11 olheiros
O Vitória parou de esperar o talento bater à porta. Antes limitado a apenas dois “olheiros”, o clube hoje conta com 11 captadores espalhados estrategicamente pelo Brasil.
A Casa do Atleta funciona como filtro dessa malha. Com 40 vagas, o alojamento permite que o Leão traga promessas de qualquer lugar do país (Pará, São Paulo, outras regiões) para períodos de avaliação de 15 dias sem custos para o jovem. Resultado: nenhum craque potencial escapa do radar do clube.
Infraestrutura planejada para os próximos anos
A expectativa interna é alta. Mota destaca que a “Geração de Ouro” (nascidos entre 2015 e 2017) deve atingir o futebol profissional em até 3 anos. O sucesso já é real. O zagueiro Geovani, capitão do sub-17, é presença constante na Seleção Brasileira.
As obras no complexo do Barradão continuam avançando:
- Três novos campos: Centro de treinamento expandido
- Miniestádio: Arena para 5 mil pessoas para jogos da base e futebol feminino
- Gramado sintético: Campo de padrão internacional em uso pela base
Financiamento sustentável: como o clube paga essa conta
Sem depender de investidores externos imediatos, o Vitória encontrou fontes internas para custear a operação.
- Academia do Leão: Mais de 600 alunos gerando mensalidades que custeiam parte da base
- Camarotes do Barradão: A verba dos 20 camarotes é integralmente revertida para o futebol formativo
- Aluguel e eventos: Os campos e eventos no CT geram receita carimbada para o futebol de formação
O modelo é claro: receita do futebol profissional e das atividades comerciais alimenta a base.
“O Vitória já teve a melhor base do país. Estamos reconstruindo para chegar lá novamente”, finalizou Fábio Mota. Para o torcedor rubro-negro, o recado é claro. Enquanto o presente oscila, o futuro está sendo blindado com estrutura de Série A.
Informações conforme entrevista concedida à TV Vitória.