Fábio Mota confirma que o Vitória terá marca própria na fabricação dos uniformes a partir de dezembro de 2026, com meta de R$ 10 milhões e retorno da marca Nego.
O presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, confirmou que o clube vai retomar a produção própria dos uniformes a partir de dezembro de 2026. A decisão encerra a parceria com fornecedoras terceirizadas e mira uma meta financeira direta: R$ 10 milhões entre luvas e adiantamento pagos pela empresa que vai operar a marca, além da manutenção de 15% de tudo que for vendido nas lojas do clube.
Marca inicial da nova operação: Nego (já usada pelo clube entre 2021 e 2023)
Confirmado pelo presidente Fábio Mota em 29/06/2026
O que Fábio Mota confirmou
Em declaração à imprensa baiana, Fábio Mota afirmou que “o Vitória já tomou a decisão de ter marca própria” e que a escolha segue um critério estritamente financeiro: “a gente tem que ir pelo que é mais vantajoso para o Vitória, que é manter os 15% de tudo que é vendido”. Sobre o prazo, o presidente foi direto: “a partir de dezembro a gente muda”.
Segundo o dirigente, a empresa que vai assumir a operação de fabricação e venda dos produtos deve, num primeiro momento, usar o nome Nego, marca própria que o clube já havia utilizado entre 2021 e 2023.
Luvas, repasse de vendas: por que o Vitória trocou de modelo
No mercado de material esportivo, luva é o valor pago de forma antecipada por uma fornecedora ao clube na assinatura ou renovação de contrato, funcionando como um adiantamento sobre o vínculo comercial. Já o repasse percentual é a fatia das vendas de camisas e produtos licenciados que volta para o caixa do clube. Fábio Mota afirmou que grandes marcas internacionais, caso de Adidas e Puma, não estavam dispostas a oferecer luvas nem um percentual de vendas compatível com o que o Vitória precisa arrecadar neste momento da gestão.
Ao optar pela marca própria, o clube passa a controlar toda a cadeia: define preços, planeja lançamentos de camisas e fica com uma fatia maior do faturamento das vendas, em vez de depender de um contrato fixo de patrocínio técnico com uma fornecedora terceirizada.
Da Nego à Volt Sports e de volta à Nego: a linha do tempo dos uniformes
| Período | Modelo | Marca |
|---|---|---|
| 2021 a 2023 | Marca própria do clube | Nego |
| Atualmente | Fornecedor terceirizado | Volt Sports |
| A partir de dezembro/2026 | Marca própria (retorno) | Nego (nome inicial confirmado por Mota) |
Até a mudança ser concluída, o elenco do Vitória segue vestindo material da Volt Sports, fornecedora atual do clube. A operação de licenciamento de marca para empresas parceiras, inclusive fora do setor de material esportivo, é regulada pelo próprio clube através de uma seção oficial de licenciamento no site do Vitória, que inclui até selo de segurança holográfico contra produtos falsificados.
Cronograma: lojas e enxoval em transição até dezembro
Fábio Mota também detalhou que a mudança não se resume ao contrato com a nova operadora da marca: o clube precisa adaptar sua estrutura de vendas, incluindo lojas físicas e o enxoval de material esportivo usado por categorias de base e departamentos internos. Por isso, a expectativa é que a transição completa só esteja pronta em dezembro de 2026, mesmo com a decisão já anunciada em junho.
O que isso significa para o torcedor
Na prática, o anúncio não muda o uniforme que o Vitória usa em campo nos próximos meses, período que inclui a volta ao Brasileirão em 16 de julho, contra o Vasco. O efeito da marca própria deve aparecer só a partir do fim do ano, quando novos lançamentos de camisas e produtos licenciados passam a ser definidos diretamente pelo clube, sem intermediação de uma fornecedora internacional.
A movimentação também se soma a outras decisões recentes da gestão de Fábio Mota para diversificar receitas fora do futebol propriamente dito, como o novo patrocínio com os Supermercados BH e os ajustes de elenco feitos durante a intertemporada de 2026, que incluíram a lista de saídas de junho.
Perguntas frequentes
Quando o Vitória passa a ter marca própria nos uniformes?
Segundo o presidente Fábio Mota, a transição está prevista para dezembro de 2026. É quando o clube pretende concluir a adaptação das lojas físicas e do enxoval de material esportivo para a nova operação.
Por que o Vitória decidiu abandonar uma grande marca esportiva?
Fábio Mota afirmou que fornecedoras de peso, como Adidas e Puma, não ofereciam luvas (valor pago de forma antecipada pela assinatura do contrato) nem um repasse percentual sobre as vendas compatível com a necessidade financeira do clube neste momento.
Qual é a meta financeira do Vitória com a marca própria?
O clube projeta arrecadar cerca de R$ 10 milhões, somando luvas e adiantamento pagos pela empresa que vai operar a fabricação e a venda dos produtos com a marca do Vitória.
O Vitória vai manter qual percentual das vendas dos uniformes?
De acordo com Fábio Mota, o modelo prevê que o clube retenha 15% de tudo que for vendido pela marca própria, uma fatia maior do que costuma ser oferecida em contratos com grandes fornecedoras internacionais.
Qual marca vai fabricar os uniformes do Vitória a partir de dezembro?
A empresa que assumir a operação deve, num primeiro momento, usar o nome Nego, marca própria que o Vitória já havia utilizado entre 2021 e 2023 antes de voltar a trabalhar com fornecedor terceirizado.
Quem fornece o material esportivo do Vitória atualmente?
Até a mudança ser concluída, o material esportivo do clube segue sendo fornecido pela Volt Sports, fornecedora que veste o elenco no Brasileirão, na Copa do Brasil e nas competições regionais.