Técnico Waguinho Dias do ABC dá coletiva e descarta mudar a postura ofensiva diante do Vitória na semifinal. "Estamos com invencibilidade de 10 jogos. Não vou jogar meus atletas para baixo." Veja as falas.
O técnico do ABC, Waguinho Dias, deu coletiva no domingo, 17 de maio, após a vitória do alvinegro sobre o Sousa por 2 a 0 pela Série D, e foi categórico ao falar sobre a semifinal da Copa do Nordeste 2026 contra o Vitória.
Questionado se o time mudaria de postura por estar diante de um adversário da Série A que acabara de eliminar o Flamengo na Copa do Brasil, Waguinho descartou qualquer adaptação radical. As declarações deixam claro que o ABC chega ao Barradão para jogar e impor o estilo ofensivo que o levou a 10 jogos sem derrota.
A coletiva do técnico funcionou como recado: não há medo, não há recuo tático, há identidade construída e que será mantida.
A pergunta que provocou a resposta firme
Após a vitória do ABC sobre o Sousa pela Série D no domingo (17 de maio), Waguinho recebeu a pergunta direta da imprensa: o ABC, classificado para a semifinal contra um time da Série A, jogaria mais reativo no Barradão? A resposta foi imediata e veio na primeira pessoa, com força argumentativa específica.
“Gostaria que vocês torcedores se coloquem na posição dos atletas. A gente joga dessa maneira (mais ofensiva, propositiva), estamos com uma invencibilidade de 10 jogos.
Aí eu pego um jogo importante contra uma equipe grande de Série A e mudo tudo? Aí eu jogo eles para baixo.” A pausa antes da última frase deu o peso da declaração, abandonar a identidade construída seria, na visão do técnico, prejudicar o próprio elenco emocionalmente.
O reconhecimento da força do Vitória
Waguinho não evitou reconhecer a qualidade do adversário. Em vários momentos da coletiva, citou o elenco do Vitória, a classificação recente sobre o Flamengo pela Copa do Brasil e o peso histórico do clube baiano.
A leitura mostrou que o técnico sabe exatamente do que o ABC encontra na quarta.
“É lógico que o Vitória tem elenco de Série A, grandes craques. Tirou o Flamengo (da Copa do Brasil), que é um dos melhores clubes do Brasil.” A frase serviu como prefácio para o que veio depois, a confiança no próprio time, no estilo de jogo e na sequência de resultados. “Mas o ABC vai jogar.
O ABC vai para campo da maneira que vem. Eu tenho que dar moral para os meus atletas.”
A coletiva como recado interno e externo
A entrevista de Waguinho cumpriu duas funções estratégicas. Para fora, torcida, mídia, Vitória, sinalizou que o ABC vai impor o jogo desde o apito inicial.
Para dentro do vestiário, funcionou como blindagem psicológica: o técnico assumiu publicamente a responsabilidade da estratégia ofensiva, descarregando a pressão de cima dos atletas e os colocando em ambiente confortável para repetir o que vinham fazendo.
A invencibilidade de 10 jogos é a base do raciocínio. “A gente vem em uma sequência boa, com elenco encaixado, comissão fechada com a ideia. Mudar tudo agora seria desrespeitar o que construímos”, reforçou em momento posterior da coletiva.
A consistência da fala mostra alinhamento entre direção, comissão e elenco, fator decisivo em jogos eliminatórios.