Vitória aponta erros do árbitro de campo e do VAR em 3 lances específicos após derrota para o Athletico-PR e formaliza segunda representação à CBF.
Dois árbitros, três lances e nenhuma revisão pelo VAR.
Esse é o resumo do que o Vitória levou para dentro da nota divulgada ontem, depois da derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR na Arena da Baixada, pela 13ª rodada da Série A, e que agora vira documentação formal na CBF.
O Esporte Clube Vitória formalizará uma representação junto ao Comitê de Arbitragem da CBF após a derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR na Arena da Baixada, apontando erros do árbitro Bruno Arleu de Araújo e do VAR Rodrigo Nunes de Sá em três lances específicos da partida.
- Alvo: árbitro Bruno Arleu de Araújo e VAR Rodrigo Nunes de Sá.
- Lances contestados: 3 (7, 30 e 66 minutos).
- Sequência: segunda representação consecutiva à CBF pelo clube.
O clube baiano não se limitou a criticar uma decisão isolada. Na nota oficial, o Vitória nomeia os dois profissionais responsáveis pela apitação e detalha três momentos em que, segundo a avaliação interna, o jogo foi afetado por decisões equivocadas, nenhuma delas revisada pelo árbitro de vídeo.
O contexto em que o Vitória atualiza boletim médico com dez jogadores em recuperação e Baralhas segue em tratamento torna a derrota ainda mais sensível para o clube.
Os três lances que o Vitória apresentará na contestação formal à CBF
| Jogo | Athletico-PR 3 x 1 Vitória |
| Árbitro de campo | Bruno Arleu de Araújo |
| Árbitro do VAR | Rodrigo Nunes de Sá |
| Lances contestados | 3 (7′, 30′ e 66′) |
| Destino da representação | Comitê de Arbitragem da CBF |
| Rodada | 13ª rodada da Série A |
Primeiro lance: agressão sem expulsão (7 minutos)
Nos primeiros 7 minutos do primeiro tempo, Zé Vitor sofreu uma agressão. O árbitro Bruno Arleu de Araújo puniu apenas com cartão amarelo para Luiz Gustavo. O VAR Rodrigo Nunes de Sá não recomendou revisão. O clube entende que a intensidade do contato exigia análise de vídeo para avaliar possível expulsão.
Segundo lance: pênalti contestado (30 minutos)
Aos 30 minutos, o árbitro marcou pênalti para o Athletico-PR. O Vitória contesta a decisão: a avaliação interna do clube é que Cacá não cometeu infração. De acordo com a nota oficial, o VAR também não interveio nesse lance, que resultou em gol paranaense. O próprio Cacá discordou publicamente da marcação, conforme registrado em Cacá discorda de marcação de pênalti em derrota para o Athletico: “Esperou o contato e se jogou”.
Terceiro lance: entrada violenta sem revisão (66 minutos)
Aos 21 minutos do segundo tempo, o zagueiro Arthur Dias entrou com força sobre o atacante Renê. O clube classifica a entrada como violenta. A punição foi apenas advertência. Novamente, sem revisão pelo VAR.
Padrão identificado pelo clube: os três lances envolvem os dois árbitros de formas distintas. Bruno Arleu de Araújo tomou as decisões em campo; Rodrigo Nunes de Sá, no VAR, não recomendou nenhuma revisão nos três momentos. O clube aponta falha em cadeia, não apenas de uma função.
Estratégia formal: por que protocolar e não reclama nas redes
Muitos clubes reclamam nas redes sociais, perdem a narrativa em 48 horas e não deixam rastro oficial. O Vitória escolheu diferente: formalizar pela segunda vez consecutiva uma representação junto ao Comitê de Arbitragem da CBF.
A representação anterior foi protocolada após o jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Flamengo. Agora entra com o segundo documento no mesmo ciclo, transformando a postura em padrão deliberado, não reação isolada.
O que o Vitória afirma na nota
Os três lances foram sancionados apenas com advertência e nenhum passou por revisão do VAR, segundo a nota oficial do clube.
Segundo a nota divulgada ontem, os três lances descritos têm em comum a ausência de análise adicional pelo árbitro de vídeo. É essa omissão, repetida em sequência ao longo da partida, que forma a base jurídica da representação à CBF.
Efeito administrativo: registros e peso nas decisões futuras
Dois protocolos formais em sequência não são acidente. São sinal de que o departamento jurídico do clube passou a tratar erros de arbitragem como pauta institucional, não apenas como desabafo pós-jogo.
Na prática, a representação à CBF raramente muda o resultado de uma partida já encerrada. O que muda é o acúmulo de registros: cada protocolo cria histórico que pode ser usado em eventuais discussões sobre critérios de arbitragem ao longo da competição.
Clubes que documentam sistematicamente tendem a ter mais peso nas reuniões do Comitê de Arbitragem. O Vitória, ao entrar com o segundo protocolo seguido, sinaliza que pretende ocupar esse espaço nas discussões sobre regulamentação.
Separação de responsabilidades na documentação
A nota do Vitória separa as responsabilidades com precisão: Bruno Arleu de Araújo é criticado pelas decisões em campo; Rodrigo Nunes de Sá, pelas três omissões no VAR. Esse enquadramento duplo é incomum e provavelmente intencional, já que a CBF avalia árbitro de campo e árbitro de vídeo em processos distintos.
Base técnica da representação
O Vitória não precisa provar que a arbitragem definiu o placar final para que a representação tenha efeito. Basta demonstrar que os procedimentos previstos no regulamento, como a revisão de VAR em lances de alta intensidade física, não foram seguidos. Esse é o ângulo técnico que o clube leva à CBF.
Procedimento em 3 etapas: como a representação avança
- Reunir laudos técnicos dos três lances com marcação de tempo e descrição da infração apontada.
- Protocolar documento formal junto ao Comitê de Arbitragem da CBF, conforme procedimento já usado na Copa do Brasil.
- Aguardar resposta oficial do Comitê, que pode ou não abrir processo administrativo sobre os árbitros envolvidos.
Perguntas frequentes
Quais lances o Vitória contesta na arbitragem contra o Athletico-PR?
O clube contesta três lances: uma agressão a Zé Vitor aos 7 minutos, punida com amarelo sem revisão do VAR; o pênalti marcado contra Cacá aos 30 minutos, que o clube nega ter ocorrido; e a entrada violenta de Arthur Dias sobre Renê aos 21 minutos do segundo tempo, também sem análise de vídeo.
Quem são os árbitros criticados pelo Vitória?
O árbitro de campo Bruno Arleu de Araújo e o responsável pelo VAR Rodrigo Nunes de Sá. O clube aponta falhas distintas para cada um: decisões equivocadas em campo e omissão de revisão no VAR, respectivamente.
É a primeira vez que o Vitória faz representação à CBF?
Não. Segundo a nota oficial do clube, é a segunda representação consecutiva. A anterior foi protocolada após o jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Flamengo.
A representação pode mudar o resultado do jogo contra o Athletico?
Não. O protocolo junto ao Comitê de Arbitragem da CBF não altera resultados de partidas. Serve para registrar formalmente as contestações e pode gerar processo administrativo de avaliação dos árbitros envolvidos.
O Vitória sai da Arena da Baixada com derrota por 3 a 1 e com a segunda representação formal do ano encaminhada à CBF. Quem não protocolar a contestação dentro do prazo regulamentar perde o direito de registro oficial no Comitê de Arbitragem — o clube baiano já sabe disso pela experiência com o Flamengo.
O Comitê de Arbitragem da CBF recebeu 47 representações formais de clubes ao longo de toda a Série A 2025, segundo balanço divulgado pela própria confederação. O andamento das representações formais pode ser acompanhado pelo canal oficial da CBF assim que o protocolo for confirmado pelo clube.
Fonte: Informações publicadas pelo www.bahianoticias.com.br, com adaptação editorial.