Brasileirão 2026

Vitória apresenta nova reclamação à CBF após derrota de 3 a 1 na Série A

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Vitória apresenta nova reclamação à CBF após derrota de 3 a 1 na Série A

Vitória aponta erros do árbitro de campo e do VAR em 3 lances específicos após derrota para o Athletico-PR e formaliza segunda representação à CBF.

Dois árbitros, três lances e nenhuma revisão pelo VAR.

Esse é o resumo do que o Vitória levou para dentro da nota divulgada ontem, depois da derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR na Arena da Baixada, pela 13ª rodada da Série A, e que agora vira documentação formal na CBF.

O Esporte Clube Vitória formalizará uma representação junto ao Comitê de Arbitragem da CBF após a derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR na Arena da Baixada, apontando erros do árbitro Bruno Arleu de Araújo e do VAR Rodrigo Nunes de Sá em três lances específicos da partida.

  • Alvo: árbitro Bruno Arleu de Araújo e VAR Rodrigo Nunes de Sá.
  • Lances contestados: 3 (7, 30 e 66 minutos).
  • Sequência: segunda representação consecutiva à CBF pelo clube.

O clube baiano não se limitou a criticar uma decisão isolada.

Na nota oficial, o Vitória nomeia os dois profissionais responsáveis pela apitação e detalha três momentos em que, segundo a avaliação interna, o jogo foi afetado por decisões equivocadas, nenhuma delas revisada pelo árbitro de vídeo.

O contexto em que o Vitória atualiza boletim médico com dez jogadores em recuperação e Baralhas segue em tratamento torna a derrota ainda mais sensível para o clube.

Os três lances que o Vitória vai usar na contestação formal em Curitiba

Jogo Athletico-PR 3 x 1 Vitória
Árbitro de campo Bruno Arleu de Araújo
Árbitro do VAR Rodrigo Nunes de Sá
Lances contestados 3 (7′, 30′ e 66′)
Destino da representação Comitê de Arbitragem da CBF
Rodada 13ª rodada da Série A

O primeiro lance está nos 7 minutos do primeiro tempo. Segundo a nota do Vitória, Zé Vitor sofreu uma agressão que o árbitro Bruno Arleu de Araújo puniu apenas com cartão amarelo para Luiz Gustavo.

O VAR Rodrigo Nunes de Sá não recomendou revisão. O clube entende que a intensidade do contato exigia análise de vídeo para avaliar possível expulsão.

Aos 30 minutos, o árbitro marcou pênalti para o Athletico-PR. O Vitória contesta a decisão: a avaliação interna do clube é que Cacá não cometeu infração.

De acordo com a nota oficial, o VAR também não interveio nesse lance, que resultou em gol paranaense.

O próprio Cacá discordou publicamente da marcação, e o lance já foi detalhado em Cacá discorda de marcação de pênalti em derrota para o Athletico: “Esperou o contato e se jogou”.

O terceiro ponto vai para a segunda etapa. Aos 21 minutos do segundo tempo, o zagueiro Arthur Dias entrou com força sobre o atacante Renê. O clube classifica a entrada como violenta. A punição foi apenas advertência.

Novamente, sem revisão pelo VAR.

O detalhe que o Vitória carrega para a CBF é exatamente esse: os três lances envolvem os dois árbitros de formas distintas.

Bruno Arleu de Araújo tomou as decisões em campo; Rodrigo Nunes de Sá, no VAR, não recomendou nenhuma revisão nos três momentos. O clube aponta falha em cadeia, não apenas de uma função.

O erro que o clube não quer repetir: ir ao VAR sem documentação formal

Tem clube que reclama nas redes sociais, perde a narrativa em 48 horas e não deixa rastro oficial. O Vitória escolheu o caminho diferente: formalizar pela segunda vez consecutiva uma representação junto ao Comitê de Arbitragem da CBF.

A representação anterior foi protocolada após o jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Flamengo.

O clube baiano entra agora com o segundo documento no mesmo ciclo, o que transforma a postura em padrão deliberado, não reação isolada.

O que o Vitória afirma na nota

Os três lances foram sancionados apenas com advertência e nenhum passou por revisão do VAR, segundo a nota oficial do clube.

Segundo a nota divulgada ontem pelo clube, os três lances descritos têm em comum a ausência de análise adicional pelo árbitro de vídeo.

É essa omissão, repetida em sequência ao longo da partida, que forma a base jurídica da representação à CBF.

O que essa postura do Vitória revela sobre a temporada 2026

Dois protocolos formais em sequência não são acidente. São sinal de que o departamento jurídico do clube passou a tratar erros de arbitragem como pauta institucional, não apenas como desabafo pós-jogo.

Na prática, a representação à CBF raramente muda o resultado de uma partida. O que muda é o acúmulo de registros: cada protocolo cria histórico que pode ser usado em eventuais discussões sobre critérios de arbitragem ao longo da competição.

Quem acompanha o futebol brasileiro sabe que clubes que documentam sistematicamente tendem a ter mais peso nas reuniões do Comitê. O Vitória, ao entrar com o segundo protocolo seguido, sinaliza que pretende ocupar esse espaço.

O que quase ninguém percebe

A nota do Vitória separa as responsabilidades com precisão: Bruno Arleu de Araújo é criticado pelas decisões em campo; Rodrigo Nunes de Sá, pelas três omissões no VAR.

Esse enquadramento duplo é incomum e provavelmente intencional, já que a CBF avalia árbitro de campo e árbitro de vídeo em processos distintos.

O que ninguém te conta

O Vitória não precisa provar que a arbitragem definiu o placar final para que a representação tenha efeito. Basta demonstrar que os procedimentos previstos no regulamento, como a revisão de VAR em lances de alta intensidade física, não foram seguidos.

Esse é o ângulo técnico que o clube leva à CBF.

Como o clube formalizará a representação em 3 etapas

  1. Reúne os laudos técnicos dos três lances com marcação de tempo e descrição da infração apontada.
  2. Protocola o documento formal junto ao Comitê de Arbitragem da CBF, conforme procedimento já usado na Copa do Brasil.
  3. Aguarda a resposta oficial do Comitê, que pode ou não abrir processo administrativo sobre os árbitros envolvidos.

Perguntas frequentes

Quais lances o Vitória contesta na arbitragem contra o Athletico-PR?

O clube contesta três lances: uma agressão a Zé Vitor aos 7 minutos, punida com amarelo sem revisão do VAR; o pênalti marcado contra Cacá aos 30 minutos, que o clube nega ter ocorrido; e a entrada violenta de Arthur Dias sobre Renê aos 21 minutos do segundo tempo, também sem análise de vídeo.

Quem são os árbitros criticados pelo Vitória?

O árbitro de campo Bruno Arleu de Araújo e o responsável pelo VAR Rodrigo Nunes de Sá. O clube aponta falhas distintas para cada um: decisões equivocadas em campo e omissão de revisão no VAR, respectivamente.

É a primeira vez que o Vitória faz representação à CBF?

Não. Segundo a nota oficial do clube, é a segunda representação consecutiva. A anterior foi protocolada após o jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Flamengo.

A representação pode mudar o resultado do jogo contra o Athletico?

Não. O protocolo junto ao Comitê de Arbitragem da CBF não altera resultados de partidas. Serve para registrar formalmente as contestações e pode gerar processo administrativo de avaliação dos árbitros envolvidos.

O Vitória sai da Arena da Baixada com derrota por 3 a 1 e com a segunda representação formal do ano encaminhada à CBF.

Quem não protocolar a contestação dentro do prazo regulamentar perde o direito de registro oficial no Comitê de Arbitragem, e o clube baiano já sabe disso pela experiência com o Flamengo.

O Comitê de Arbitragem da CBF recebeu 47 representações formais de clubes ao longo de toda a Série A 2025, segundo balanço divulgado pela própria confederação ao fim do campeonato.

Dá para acompanhar o andamento das representações formais pelo canal oficial da CBF assim que o protocolo for confirmado pelo clube.

Fonte: Informações publicadas pelo www.bahianoticias.com.br, com adaptação editorial.

Redação Leão da Barra
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Redação Leão da Barra é responsável pela cobertura editorial do Leão da Barra. Especialidade: futebol brasileiro, Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil, escalações confirmadas, transmissões ao vivo, pré-jogo e pós-jogo, multi-modalidades esportivas (NBA, F1, MMA, vôlei). Escreve para torcedor brasileiro adulto, multi-clube, busca informação útil rápida (ondê passa, que horas, escalação). Linha editorial: jornalismo esportivo direto, foco em utilidade prática pro torcedor (onde assistir, horário, escalação confirmada), sem fanatismo nem opinião disfarçada de notícia. Toda publicação passa por verificação cruzada em fontes oficiais primárias antes de ser publicada (ver Critérios Editoriais).

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